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Copa do Mundo 1958 - O ano em que o sonho se torna realidade  escrito em domingo 27 abril 2008 15:13

Blog de brasil :Brasil, Copa do Mundo 1958 - O ano em que o sonho se torna realidade

Histórico

 

A Copa de 58 é considerada uma das melhores de todos os tempos, com alta média de gols (3,6) e baixo índice de violência (duas expulsões). Pela primeira vez, as 16 equipes, divididas em quatro grupos de quatro, enfrentavam todos os adversários da sua chave, realizando três partidas na 1ª fase. Na Copa anterior, em 54, o Brasil fez apenas dois jogos no turno inicial, apesar de ter três adversários no grupo.

 

Seguindo o critério de 54, quando a Suíça foi a escolhida, a FIFA indicou a Suécia como sede devido à neutralidade do país escandinavo durante a Segunda Guerra Mundial. Mas foi um outro time de camisa amarela que se destacou na competição. A seleção do Brasil em 1958 entrou para a história das Copas como uma das melhores já formadas em todos os tempos, conquistando o sonho almejado pelos brasileiros durante 28 anos: a taça Jules Rimet.

 

A maior decepção foi a Argentina, que voltava a um Mundial depois de 24 anos e não passou sequer da primeira fase, sendo goleada pela Tchecoslováquia por 6 a 1. A Hungria voltou a participar da competição, mas sem Puskas, Czibor, Kocsis, entre outros, não chegou perto do brilho de quatro anos antes.

 

A União Soviética participava de sua primeira Copa, trazendo o lendário goleiro Yashin, e já entrava no forte grupo do Brasil, que tinha ainda Áustria e Inglaterra. A Tchecoslováquia renovou seu time, mantendo a qualidade. Saíam Planicka, Nejedly, Koda e entravam Masopust, Kvaniask e Novak, uma geração que seria vice-campeã na Copa seguinte.

 

O Brasil cumpriu uma campanha irrepreensível: cinco vitórias e um empate sobre times europeus, com 16 gols a favor e apenas quatro contra. Em 1958, também revelamos ao mundo o talento de dois jogadores inesquecíveis: Garrincha e Pelé.

 

Os cinco gols brasileiros na decisão contra a Suécia (5 a 2) são um recorde ainda não igualado na história das Copas: nunca uma seleção fez tantos gols em uma final de Campeonato Mundial. Uma marca histórica, de um time considerado por muitos como a melhor seleção brasileira já formada.

 

Além do Brasil, a Copa revelou o poderoso ataque francês, liderado por Kopa e Just Fontaine. A França marcou 23 gols (média de 3,83 por jogo). Mas a defesa se mostrou frágil, sofrendo 15 gols. Mesmo assim a equipe conseguiu o terceiro lugar.

 

Outro recorde em 58 foi registrado por Fontaine, que marcou 13 gols nos gramados suecos. O francês é até hoje o maior artilheiro individual de todas as Copas.

 

Atuação do Brasil

 

O time brasileiro que iniciou a Copa do Mundo de 1958, na Suécia, tinha Gilmar; De Sordi, Bellini, Orlando e Nilton Santos; Dino e Didi; Joel, Mazola, Dida e Zagallo. Era com certeza uma grande seleção, com craques que mais tarde se tornariam lendários, como Nilton Santos e Didi. Mas será que o Brasil teria sido campeão sem os dois maiores jogadores de sua história?

 

Pela primeira vez, a seleção brasileira foi a uma Copa do Mundo com uma organização realmente profissional. O chefe da delegação, Dr. Paulo Machado de Carvalho, elaborou um plano de trabalho e levou à Suécia, psicólogo, dentista e toda a estrutura necessária para dar conforto aos jogadores. O psicólogo João Carvalhaes, no entanto, alegava que Garrincha tinha um QI baixo demais e não deveria ser escalado. Os jogadores, principalmente seus companheiros de Botafogo, Didi e Nilton Santos, convenceram o técnico do contrário, mas Garrincha não iniciou a competição como titular.

 

O outro jogador que por pouco não participou da Copa foi Pelé. Na época com 17 anos, a grande promessa do futebol brasileiro se contundiu em um amistoso de despedida contra o Corinthians, no Pacaembu. Pelé só foi convocado por insistência de Paulo Machado.

 

A Campanha

 

O Brasil iniciou o Mundial vencendo a Áustria por 3 a 0, gols de Mazola (2) e Nilton Santos. Na segunda partida, com Vavá no lugar de Dida, empatamos com a Inglaterra em 0 a 0. A seleção decidiria seu destino no último jogo do grupo, contra a também líder URSS, que havia vencido a Áustria e empatado com a Inglaterra.

 

Nesse jogo histórico fizeram suas estréias Garrincha, no lugar de Joel, e Pelé, na vaga de Mazola. Com dois gols de Vavá e atuação de gala de Garrincha, o Brasil se classificou para as quartas-de-final.

 

Na partida seguinte, a seleção venceria com muita dificuldade o País de Gales por 1 a 0, com o primeiro gol de Pelé em uma Copa do Mundo. O Rei marcaria ainda mais três na semifinal contra a França (5x2) e outros dois na final contra a Suécia (5x2).

 

O Brasil se tornava o primeiro país a conquistar um título mundial fora de seu continente e abria caminho para a carreira mais vitoriosa de um país em mundiais. Além disso, revelava ao planeta um jogador de pernas tortas que nenhum defensor conseguia parar, além de um menino de 17 anos que um dia seria chamado de Rei do Futebol e Atleta do Século...

 

Equipe

 

Enfim, o título. É difícil decidir qual foi a melhor seleção brasileira de todos os tempos, mas o time de 58 certamente está entre as candidatas. Oito anos depois da tragédia de 1950, o Brasil apresentava uma nova geração de craques que dominaria o cenário mundial do futebol por alguns anos.

 

Uma das principais figuras daquela seleção foi o chefe da delegação Paulo Machado de Carvalho, que dá nome ao estádio do Pacaembu. Foi ele quem cuidou de forma exemplar da organização da seleção, garantindo que os atletas se preocupassem apenas em jogar. Além disso, foi Dr. Paulo quem insistiu para que Pelé fosse convocado, mesmo após sofrer uma contusão em um amistoso contra o Corinthians.

 

Os experientes Nilton Santos e Didi, além de jogarem muito, tiveram também importante papel na escalação de Garrincha, considerado infantil e irresponsável pelo psicólogo da equipe. Com a entrada de Pelé e Garrincha no terceiro jogo da Copa, contra a União Soviética, o time estava pronto para ser campeão. A forte defesa tinha Djalma e Nilton Santos, além do capitão Bellini.

No meio, Orlando e Zito. O ataque era arrasador: Garrincha, Didi, Vavá, Pelé e Zagalo.

 

Esse foi o time que pela primeira e única vez marcou cinco gols em uma final. Além disso, foi a primeira seleção a ser campeã fora de seu continente, feito que seria repetido apenas em 2002, também pelo Brasil.

 

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